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Ongoing research

O projeto “Famílias com gêmeos: estresse, emoções, saúde mental e bem-estar (pesquisa e intervenção)” está dividido em dois estudos, com dois objetivos:

(1) mapear as respostas ao estresse, identificando as experiências emocionais e relacionais de gêmeos e seus pais, considerando o sofrimento psíquico, ao identificar sintomas negativos, e o bem-estar, ao identificar sintomas positivos;

(2) investigar o efeito terapêutico de uma proposta psicoeducativa, o Treinamento Intensivo em Regulação Emocional Interpessoal (TI-REI), para a melhoria da Regulação Emocional (intra e interpessoal) e para o aumento do bem-estar, podendo trazer beneficios à saúde mental.

A criação de gêmeos apresenta desafios e dinâmicas únicos, sendo caracterizada por demandas emocionais, relacionais e físicas. O funcionamento familiar desempenha um papel crucial no desenvolvimento e bem-estar dos gêmeos, influenciando seus resultados emocionais, sociais e comportamentais. Entender como a dinâmica familiar afeta e é afetada, especificamente, em família com gêmeos pode fornecer insights sobre suas trajetórias de desenvolvimento únicas. Há alguns estressores identificados para pais de gêmeos, tais como: aumento das demandas de cuidados, já que cuidar de dois ou mais bebês simultaneamente pode levar a sentimentos de sobrecarga e de ansiedade; maior privação de sono, já que as demandas de cuidar de gêmeos, geralmente, resultam em privação crônica de sono, exacerbando os níveis de estresse e de ansiedade; dificuldades financeiras podem surgir devido aos custos; isolamento social, já que os pais podem se sentir isolados devido às demandas únicas de cuidar de gêmeos, levando à diminuição das interações sociais e de redes de apoio. Nesse sentido, o aumento do número de famílias com gêmeos é um fator importante que demanda atenção e estudos empíricos relacionando à experiência emocional, o estresse e o bem-estar.

Os estudos de gêmeos têm sido fundamentais para entender as influências genéticas e ambientais na regulação emocional. Esses estudos geralmente comparam gêmeos monozigóticos (MZ) com gêmeos dizigóticos (DZ). Essa comparação ajuda a estimar a herdabilidade de várias características, incluindo a regulação emocional. Os fatores genéticos desempenhem um papel crucial ao lado das influências ambientais, também significativas. Pesquisas sugerem que fatores ambientais não compartilhados — experiências únicas que um gêmeo pode ter, mas não o outro — têm um forte impacto na regulação emocional. Compreender os fundamentos genéticos e ambientais da regulação emocional é vital para abordar vários distúrbios psicológicos.

Ao desenvolver intervenções de saúde mental, as descobertas de estudos com gêmeos ressaltam a importância de considerar fatores genéticos e ambientais. Os desafios ressaltam a necessidade de intervenções direcionadas e sistemas de apoio que abordem as necessidades específicas dos pais e dos gêmeos. Ao promover um ambiente de apoio e fornecer recursos adequados, é possível melhorar a saúde mental dos pais e dos filhos, além da dinâmica familiar a longo prazo, com foco especialmente na adolescência e na adultez emergente, quando a conversa entre pais e filhos se intensifica.

Convidamos a contribuir com a pesquisa e aprender a regular as emoções, participando do TI-REI. Para tanto, acesse os links abaixo, de acordo com suas características:

- Mãe/pai de gêmeos, cujos filhos têm idade entre 14 e 30 anos:

https://forms.gle/Gou51iAmsstJED1v5

- Gêmeos entre 14 e 17 anos:

https://forms.gle/7XsfhRwxDeZAnN6ZA

- Gêmeos entre 18 e 30 anos

https://forms.gle/xCL4y8SiYWyW3TWm7

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