É verdade que gêmeos são muito apegados?

Há muitas pesquisas sobre o comportamento de apego em bebês e crianças, pois este é um comportamento humano que se desenvolve desde o nascimento, quando o bebê se apega fortemente às pessoas que cuidam dele, pois depende delas para sobreviver.  Mas como será que isso funciona com adultos?

 Segundo algumas pesquisas, o comportamento de apego permanece por toda a vida e inclusive criamos hierarquias de apego! Sempre temos aquela pessoa especial para quem queremos contar uma notícia boa antes de todo mundo, ou para quem corremos quando algo ruim acontece, não é?

Os pesquisadores definiram quatro traços principais que caracterizam relacionamentos de apego: 1) você gosta muito de estar junto com aquela pessoa, e se esforça para que isso aconteça com frequência; 2) você sente muita falta dela quando vocês tem que ficar longe um do outro; 3) essa pessoa é o seu porto-seguro; 4) quando está junto com ela, ou mesmo só de saber que ela existe, você se sente seguro(a) e confiante para explorar o mundo.

Relacionamentos entre irmãos nem sempre são relacionamentos de apego, mas muitas vezes são! Além disso, há evidências de que gêmeos frequentemente desenvolvem relacionamentos muito próximos e interdependentes. E aí, seu(sua) irmão(ã) é o(a) primeiro(a) na sua escala de apego?

Referências:

 

Tancredy, C. M. and Fraley, C. R. (2006) The nature of adult twin relationships: An attachment-theoretical perspective. Journal of Personality and Social Psychology, 90, 78-93.

Texto escrito por:

Raquel de Oliveira Landenberger

É estudante do quarto ano de Psicologia na USP, bolsista de Iniciação Científica no departamento de Psicologia Experimental, e atualmente conduz uma pesquisa sobre relacionamentos de apego em irmãos gêmeos.

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