LÉA E MAURA: AS GÊMEAS DE GUIGNARD (1940)

Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) é considerado um dos importantes pintores brasileiros do século XX. Léa e Maura é uma pintura de 1940, que se encontra no Museu Nacional. Ganhou o Prêmio de Viagem ao País, no 46º Salão Nacional de Belas-Artes, em 1943. As gêmeas, filhas do senador Barros Carvalho, foram retratadas por ele tendo por fundo uma vista do bairro de Laranjeiras, do Rio de Janeiro. Chama atenção as semelhanças e a atenção a detalhes do pintor. As moças estão usando vestidos idênticos, brancos com florzinhas. Os cabelos castanhos apresentam exatamente o mesmo penteado. Chama atenção o recato de ambas, com os vestidos fechados até o pescoço. Diferenças entre Léa e Maura também foram captadas pelo artista. Léa parece esboçar um sorriso passando a impressão que é mais sociável que a irmã. Maura parece mais séria e menos sociável, suscitando a interpretação que não queria estar posando para o quadro. A postura das mãos também é diferente. Uma delas lhe parece mais relaxada?

Visite também o site de Tunga em que Léa, mãe do artista plástico, fala em 2002, sobre a tela que se tornou uma das obras brasileiras mais famosas no exterior. Quando posou para Guignard não imaginava que esta tela teria tal repercussão.

Quando veio ao Brasil, a convite do Painel USP de Gêmeos, Nancy Segal, professora do Departamento de Psicologia da California State University, Fullerton, e Diretora do Twin Studies Center, aproveitou para visitar o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e conhecer a tela Léa e Maura, de Guignard. A fotógrafa Lu Lacerda fotografou Nancy Segal ao lado da tela.

Texto escrito por:

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Emma Otta

A professora e pesquisadora Emma Otta é fundadora e coordenadora do Painel USP de Gêmeos. É professora titular da Universidade de São Paulo e atualmente coordena o Centro de Bem-Estar e Comportamento Humano.

Veja também: Guignard – A memória plástica do Brasil moderno. Paulo Sergio Duarte (Curadoria e Texto). São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2015. 152 p. (As Gêmeas nas pp. 13-14); Um mundo a perder de vista: Guignard. Curadoria de José Augusto Ribeiro. Porto Alegre: Fundação Iberê Camargo, 2008. 76 p. il. (As Gêmeas nas pp. 18-19)

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